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Mauro
Ieiri, introdutor da raça Japanese
Spitz no Brasil nos concede entrevista por
e-mail diretamente do Japão. Ele nos fala sobre os
problemas que teve ao participar de exposições
cinófilas e também de como o cidadão
japonês se relaciona com seus cães.
Leia toda
a matéria da entrevista abaixo.
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também outras entrevistas |
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Japão,
07 janeiro de 2004 - Entrevistado: Mauro Ieiri
–
Little Yokohama
Kennel
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SEUS
CÃES E SEU CANIL
Criador
On-line: Com qual finalidade você começou a criar cães
e porque optou pelas raças Yorkshire, Maltês e Japanese
Spitz?
Mauro Ieiri: Sempre gostei de cães. Como
aumentou o número de cães que criava como pet, resolvi
abrir o canil e tentar melhorar a qualidade deles. Optei pelo Maltês
e Yorkshire por causa da aparência e porque gosto muito de
mexer com cães de pelagem longa. Quando vi um exemplar do
Japanese Spitz num pet shop aqui do Japão me interessei pela
raça, daí procurei saber mais sobre ela o que me encantou
muito.
Criador
On-line: Qual é o seu objetivo na criação de
cães?
Mauro Ieiri: Tentar aperfeiçoar mais e mais
as raças que crio.
Criador
On-line: Seu cão Ryuuchi possui vários prêmios.
Conte como foi a campanha dele.
Mauro Ieiri: Ele começou a campanha no mês
de agosto de 2003 quando contratei um handler por telefone, pois
ainda estou no Japão. Ele começou a colocar o Ryuuchi
em exposições onde ganhou vários prêmios:
Melhor da Raça, Melhor do Grupo, Melhor Filhote e também
o 4o lugar de Mini Best in show; o 4o lugar de Best in Show e 5o
lugar de Best in Show.
Criador
On-line: Durante a campanha do Ryuuchi, teve problemas com juízes
ou handlers?
Mauro Ieiri:
Sim, ele foi prejudicado, pois os juizes não sabiam avaliar
o Ryuuchi por não conhecerem a raça, por isto não
o classificavam. Eu sou o introdutor da raça no Brasil.
Criador
On-line: Descreva o Japanese Spitz.
Mauro Ieiri:
Caracteriza-se, como todas as raças caninas de tipo spitz,
pelo focinho pontiagudo, pelas orelhas eretas e triangulares e pela
cauda enrolada sobre dorso. Sua expressão, um dos traços
mais marcantes desse cão, lembra a da raposa. Ele tem porte
médio: os machos atingem de 30 a 38 cm, e as fêmeas
são um pouco menores. É muito dócil, alegre,
companheiro e não precisa de muito espaço.
Criador
On-line: Qual é o ponto forte e qual é o ponto fraco
da raça Japanese Spitz?
Mauro Ieiri:
Na minha opinião, que estou começando a criar e conhecer
a raça agora, eles são muito carinhosos e amigos,
por enquanto não tenho notado nenhum ponto fraco na raça.
CINOFILIA
Criador
On-line: O que você acha das exposições
de cães no Brasil incluindo os juízes e handlers?
Mauro Ieiri:
Eu não Posso falar muito, pois estou começando nas
exposições recentemente, mais o que ouço falar
e que eles julgam não só o cão, mas também
os handlers.
Criador
On-line: Considera o juiz estrangeiro mais capacitado em relação
ao juiz brasileiro? Porque?
Mauro Ieiri: Eu acho que sim pois eles julgam em
vários paises e com isso passam a conhecer melhor o perfil
de cada raça.
SAÚDE E BEM ESTAR CANINO
Criador
On-line: Quais são as principais doenças da raça
Japanese Spitz especificamente?
Mauro Ieiri:
Por enquanto não identifiquei nenhum problema específico.
Criador
On-line: O que você acha das ferias públicas de filhotes?
Mauro Ieiri:
Eu particularmente não gosto, pois nessas feiras eles vendem
os cães como se fossem mercadorias, vendem cães dizendo
que são de raça, mas na verdade são cães
misturados e muitas vezes doentes também.
UTILIDADE
Criador On-line: O que você
acha dos veterinários do Brasil como um todo? O serviço
deles é bom ou deixa a desejar?
Mauro Ieiri: Eu acho que é bom.
Criador On-line: Os criadores da raça
Yorkshire ou Maltês no Brasil, de um modo geral, visam o aprimoramento
da raça ou simplesmente “fabricam” filhotes tendo
em vista somente o lucro? O que pensa a esse respeito?
Mauro Ieiri: Atualmente tem muitas pessoas criando,
visando somente lucro e não pensando no aprimoramento, misturam
muito as raças, e não demora vai ficar igual ao poodle,
com desvios de comportamento, bicolores, prognatas, etc.
Criador On-line: O que você
acha do modismo na cinofilia (criadores que criam determinadas raças
enquanto elas são populares e depois as substituem por outra)?
Mauro Ieiri: Eu acho muito triste, porque muitas
vezes quando acaba a moda as pessoas se desfazem do cão,
como se fosse uma mercadoria.
Criador On-line: Você considera importante o uso da Internet
no ramo da cinofilia? Porque?
Mauro Ieiri: Bastante, porque através dela
as pessoas começam a conhecer as raças, obter informações
sobre os canis, sobre as raças, etc.
JAPÃO
Criador
On-line: Como é seu relacionamento com os criadores do Japão?
Eles são cooperativos com criadores brasileiros?
Mauro Ieiri:
Eu não tive muito contato com os criadores daqui, mas foram
muito atenciosos e ficaram contentes em eu levar a raça para
o Brasil.
Criador On-line: Como é a cinofilia
japonesa? É forte e organizada?
Mauro Ieiri: Pelo que leio nas revistas especializadas,
é bem organizada.
Criador On-line: Como é a criação
japonesa dos Spitz em relação à criação
brasileira e a européia?
Mauro Ieiri: A criação do Japanese
Spitz, não é muito forte aqui. É estranho,
a maior criação de Japanese Spitz está centralizada
na América do Norte, como também na Finlândia
e Austrália. Em relação à criação
brasileira, eu, como introdutor da raça, vou divulga-lo bastante.
Isto porque acho que os brasileiros vão gostar pois não
são cães nem muito pequenos e nem muito grandes, além
de serem bons companheiros. Na América do Norte, usam muito
o Japanese Spitz para o agility, que é o meu segundo plano:
o de introduzir a raça no Agility do Brasil.
Criador On-line: O que pensa a respeito
da cordotomia.
Mauro Ieiri: Eu acho um absurdo, pois se o dono
quer ter um cão que não late, compre um de pelúcia.
Criador On-line: O cidadão japonês adora cães
como nós brasileiros?
Mauro Ieiri: Aqui eles são tratados melhor
que gente, tem de tudo para cães, e eles fazem até
aqueles santuários japoneses para o cachorro que morre.
Criador On-line: Há muitos
cães abandonados como aqui no Brasil?
Mauro Ieiri: Não, aqui você não
vê um cão sequer na rua, nesse ponto o Japão
é muito bom. Aqui eles respeitam o animal, levam seus cães
todo dia para passearem e sempre levam o saquinho para colocar as
fezes, é tudo muito limpo.
Criador On-line: Foi possível
fazer boas aquisições no Japão? Qual é
seu critério para a compra dos cães no exterior?
Mauro Ieiri: Sim, eu vejo a estrutura e a aparência
do cão conforme a raça.
Criador On-line: Quais cães
você trouxe para o Brasil?
Mauro Ieiri: Eu levei do Japão dois Malteses
Machos, que já estão no Brasil (Kevin e Alan) e estou
levando em abril, mais uma fêmea de Maltês que se chama
Yuki. Já levei três Japanese Spitz, Ryuuchi (macho)
e duas fêmeas (Emili e Arisa). Os três já são
Jovens Campeões e continuam suas campanhas a partir de fevereiro.
Criador On-line: O que leva você
a importar cães? Acredita que o brasileiro dê mais
valor para cães de países estrangeiros?
Mauro Ieiri: Na minha opinião, sim. Eles
vêem que é importado e dão mais valor, e sobre
o Japanese Spitz, eu importei porque a raça é japonesa
e que não tinha no Brasil.
Criador On-line: A importação
ou exportação de cães é muito burocrática?
Onde se encontra mais dificuldade?
Mauro Ieiri: É meio burocrático sim.
Você tem que levar vários documentos (atestado de vacina,
de saúde e pedigree) junto com o cão ao Serviço
de Quarentena, pegar um certificado e depois leva-lo ao Consulado
do Brasil e em seguida na Secretaria da Agricultura. No dia da partida
do cão tem que levar mais uma vez ao Serviço de Quarentena
para ver se o cão está bem.Criador On-line: Você
acha que as companhias aéreas são zelosas no transporte
de animais?
Mauro Ieiri: Acho que sim, pois todos os cães que importei
chegaram bem.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Eu como iniciante na cinofilia Brasileira pretendo dar de tudo para
aprimorar as raças que crio e principalmente a raça
Japanese Spitz para que ela seja bem aceita pelos brasileiros, fazendo
inclusive bastante divulgação em vários veículos
de comunicação.
Agradeço muito ao Criador on-line por essa oportunidade.
Muito obrigado!
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| Perfil
do Entrevistado |
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Mauro
Ieiri é técnico em contabilidade e profissional autônomo.
Cria cães desde 1999 e fundou seu canil em São José do Rio Preto, interior paulista,
em 2001.
Ele
tem por objetivo na criação o aperfeiçoamento incessante das
raças Yorkshire, Maltês e Japanese Spitz.
É proprietário de vinte e dois cães
divididos entre Yorkshires, Malteses e o pioneiro
Spitz Japonês. Ieiri costuma importar cães com freqüência
para seu incrementar seu plantel.
Também
coloca seus cães para participar de exposições cinófilas já
tendo obtido diversos prêmios.
Introduzirá o Japanese Spitz no agility
no Brasil, modalidade esta onde a raça participa com grande
destaque no Estados Unidos.
E-mail para contatos:
littleyokohamakennel@hotmail.com
Website
www.littleyokohamakennel.com
Fotos cedidas pelo Criador
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EMILY

EMILY

RYUUCHI
OF MARUKO
NOMURA JP

RYUUCHI
FILHOTE

RYUUCHI
FILHOTE

KIM

KIM

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