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Cães policiais ganham aposentadoria após 8 anos de trabalho em Rio Claro

Canil que funciona desde 2000 conta com a ajuda de nove animais.
Treinamento diário de seis horas faz parte da tática de adestramento.

Eles não usam farda, mas auxiliam no policiamento ostensivo. Ane, Zidan, Bust, Spike, Brenda, Angra, Amon, Unca e Faruk são os nove cães que integram o canil da Polícia Militar de Rio Claro (SP). O local, que funciona desde 2000, conta com a ajuda desses animais para combater o crime na cidade. Os bichos são dedicados e, após oito anos de trabalho, são aposentados e disponibilizados para adoção. Até ganharem esse direito, a rotina de trabalho é árdua.

Os cães recebem treinamentos diários diferenciados que podem durar até seis horas. A alimentação tem hora marcada e ocorre sempre no fim de noite para que, no dia seguinte, logo pela manhã, o treinamento ocorra em jejum, evitando problemas intestinais. Eles recebem banhos a cada 15 dias.
O foco do trabalho realizado no canil é o cão de faro e policiamento. Nas ruas, os animais encaram buscas de entorpecentes, ajudam no policiamento dentro de estádio ou então, auxiliam o trabalho policial em ações dentro de presídios. “Cada um desses cães têm uma missão muito importante aqui dentro”, disse o soldado Josimar Brigatto.

Filhotes
Os cães chegam ao canil com pouco tempo de vida e passam por uma avaliação. “A gente vai observando detalhes neles e brincando a gente vê interesse do cão, no caso esse de contenção, se ele tem vontade de morder”, explicou Brigatto.

Nero se aposentou há quatro anos e tem vida cheia de mimos (Foto: Ronaldo Oliveira/EPTV)Nero se aposentou há quatro anos e tem vida cheia 
de mimos (Foto: Ronaldo Oliveira/EPTV)

Os animais trabalham até os oitos anos de idade. Depois eles são aposentados. É o caso da pastor Ane que será desligada da corporação no próximo ano. “A idade dos cães é diferente da dos seres humanos. Ela já está com quase 60 anos”, disse o soldado.

O rottweiler Nero já se aposentou há quatro anos. Ele foi adotado pelo sargento Durval Guimarães. “É a vida que ele pediu a Deus, porque tem o carinho, o descanso e o cantinho que merece. Ele não abre a mão do espaço dele, sempre defendendo a família e a casa”, contou o dono.

Aposentado há um ano e meio, Indu se destacou quando serviu a policia e hoje vive cheio de mimos. O dono, Celso Monteiro, diz que ele pode até ter se aposentado, mas continua sempre alerta. “Ele é aquele estudante que já cumpriu a missão, mas se necessário for ele sabe fazer as coisas”, relatou o radialista.


Fonte: G1 - Publicado em 09/12/2012