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Dos 450 mil cachorros de Curitiba, 3% são abandonados


A aplicação de microchips em cães é uma das alternativas para tentar conter o abandono destes animais em Curitiba. A medida faz parte de uma série de iniciativas que pretendem acabar com os maus tratos contra os bichos e envolvem desde práticas simples, como a identificação do animal, até um processo intensivo de sensibilização da comunidade. A prefeitura realiza periodicamente eventos onde oferece a microchipagem gratuita.


O último levantamento da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aponta que, entre a população de 450 mil cachorros na capital, 3% são abandonados e 45% se encaixam no grupo de semidomiciliados, ou seja, são parcialmente acolhidos. Eles recebem alimento ocasionalmente, mas ainda não encontraram um lar definitivo e enquanto isso ficam nas ruas.

Desde 2009 cerca de seis mil cães receberam o chip e o esforço das autoridades sanitárias é identificar toda a população canina curitibana. O dispositivo, que é aplicado sob a pele do cachorro, contém informações sobre o animal, como raça e idade, e também dados sobre o dono. “O objetivo da chipagem não é só punir, mas ajudar a localizar os cães que acabam fugindo ou são roubados”, explica o diretor do departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Alfredo Trindade.

A castração dos animais é outra necessidade para o controle e influencia diretamente na quantidade de cães nas ruas. Para a presidente da Sociedade Protetora dos Animais, Soraya Simon, a oferta do serviço deveria ser gratuita para a população de baixa renda.

Falta conscientização

Outra frente de ação da Rede de Proteção Animal é a sensibilização da comunidade. O foco do trabalho está no destaque dos cães como companheiros e não meros objetos. “A vida do animal é responsabilidade de seus criadores. Os bichos fazem parte da família e é preciso estar consciente disso”, alerta Soraya.

O presidente da ONG Pense Bicho e integrante do Conselho Municipal de Proteção Animal, Aurélio Munhoz, vai além. Ele acredita que ainda há muito o que se fazer. “Precisamos de ações mais efetivas, como o aumento no orçamento, combate ao comércio abusivo, campanhas de castração e a guarda responsável”, avalia. Já em andamento, a regulamentação do comércio está entre estas medidas. O objetivo é restringir a venda por estabelecimentos com alvará, responsáveis pela venda do animal já identificado.

Denúncias de maus tratos contra animais podem ser feitas para a Rede de Proteção Animal pelo telefone (41) 3350-8933 ou pelo site www.protecaoanimal.curitiba.pr.gov.br .


Fonte: Paraná Online - Publicado neste site em 09/06/2012