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Cães recebem coleiras que previnem calazar

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A intenção é que todos os cachorros do Jardim Guanabara recebam as coleiras
FOTO: KID JÚNIOR
O objeto contém inseticida que promete proteger os animais das picadas de insetos por até seis meses

O calazar, doença que era considerada do meio silvestre, está urbanizada. Somente no ano passado, o Centro de Controle de Zoonoses contabilizou em Fortaleza, 5.333 casos da doença em cães e 233 em humanos. Neste ano, 315 cães foram infectados, número 24,5% superior ao mesmo período do ano passado (253). Visando diminuir o número de casos positivos, cerca de 1.300 cães receberam ontem, no bairro Jardim Guanabara, coleiras que previnem o calazar.

A coleira contém o inseticida deltametrina e promete proteger, por até seis meses, os cães das picadas dos flebótomos - mosquitos transmissores do calazar. Ao ser liberada, a deltametrina atua sobre os insetos, que morrem quase imediatamente. As coleiras, doadas pela empresa Avipec, foram distribuídas gratuitamente à população.

Iniciativa aprovada

A professora Cláudia Mara Moura, 43, aprovou a ação. 'É importante, porque previne não apenas o animal, mas a família, os vizinhos e todos que têm contato com o cachorro'.

Logo que ficou sabendo do encoleiramento, a aposentada Olga Marinho, 60, foi ao Centro de Saúde da Família Rebouças Macambira, no bairro Jardim Guanabara, com seu cão. A moradora teme que o animal pegue a doença e seja sacrificado.

O veterinário Sérgio Franco, coordenador do Programa de Controle de Leishmaniose em Fortaleza, destaca que a ideia é que todos os cães do Jardim Guanabara recebam as coleiras.

O bairro é o quarto com maior incidência de calazar na Capital. Em primeiro lugar, com maior índice de transmissão humana, está a Barra do Ceará (10,3), seguido da Messejana (8,7), Bom Jardim (8), Jardim Guanabara (6) e Jardim Iracema (5,7).

Franco afirma que o trabalho de coletas e amostras de verificação de cães positivos para leishmaniose visceral não estão dando resultado positivo. Com a ação de encoleiramento, a expectativa do coordenador é que seja gerado um impacto na questão da transmissão, diminuindo os casos caninos e, consequentemente, os casos humanos.

O veterinário chama atenção que, para o seu humano, o calazar é considerado uma doença grave, que se não for tratado e diagnosticado precocemente tanto pode deixar sequelas como pode levar a morte.

No caso de suspeita de cães com leishmaniose visceral (calazar), entre em contato com o Centro de Controle de Zoonoses - (85) 3131.7846 / 3131.7849 - e informe-se do posto de coleta mais próximo de sua residência.



Fonte: Cidade Diário do Nordeste - Publicado neste site em 01/03/2012