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Uma 'tropa' animal para a Copa e as Olimpíadas

Polícia Federal contará com mais 180 cães especialistas em achar drogas e explosivos até 2014. Investimento previsto para importar cachorros ultrapassa 1 milhão de dólares

POR VANIA CUNHA
Rio - Com faro apurado e uma rotina intensa de treinos, a ‘tropa canina’ da Polícia Federal (PF) já começou os preparativos para proteger a cidade durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Até lá, a matilha da instituição será reforçada por 180 novos ‘agentes’ animais, especializados em localizar drogas e explosivos disfarçados ou escondidos sob qualquer formato. 

Ciente da importância do trabalho dos cães nos grandes eventos, a PF calcula um investimento de mais de 1 milhão de dólares só na aquisição de cachorros importados, que após o adestramento serão distribuídos entre as 12 cidades-sedes da Copa. 

Os animais com aptidão para o serviço são adquiridos em países como Estado Unidos, Holanda e Israel, geralmente de criadores especiais para a atividade policial. Cada um custa em torno de 6 mil dólares e chega ao Brasil sem treinamento. O canil da PF no Rio tem quatro cães e receberá mais 12 até 2014. 

Semana passada, O DIA acompanhou o treino de Odin, Neck e Jackie, três especialistas em farejar entorpecentes camuflados nas malas no Aeroporto Internacional Tom Jobim. É na porta da entrada da cidade que os cães enfrentarão o maior desafio. Precisos e atentos ao trabalho, eles não erraram nenhuma das pistas colocadas pelos policiais e só ‘reclamaram’ na hora de posar para as fotos. “Eles gostam é de ação”, brincou o agente José Nogueira.

O pastor alemão Odin, especialista em detectar drogas em bagagens, participa de treinamento para farejar malas nos aeroportos brasileiros | Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia

Ordens em inglês e alemão

O treino consiste em apurar a percepção e o faro do animal para localizar o material desejado. As palavras de comando dos policiais são em inglês ou alemão, idiomas cuja sonoridade é melhor entendida pelos cães. A aprendizagem começa com exercícios para procurar um brinquedo. Depois, agentes inserem drogas, para que o animal associe o cheiro do entorpecente ao objeto. Quando encontram, ficam em posição de alerta sobre o material ou começam a mordê-lo, avisando que há algo suspeito.

Três meses de preparação

A preparação da matilha dura três meses e boa parte é feita no Canil Central da PF, em Brasília. Quando chegam na cidade-destino, os cães passam por mais duas semanas de adaptação com os agentes. 

Durante os eventos, os cães especializados em achar drogas vão vistoriar aeroportos. Já os localizadores de explosivos atuarão também nos locais de jogos. No aeroporto, os treinos são diários. Antes de vistoriar malas de voos internacionais, fazem varreduras de cargas e malotes de cartas. Em 2009, os cães descobriu 120 quilos de drogas em correspondências.

Fonte: O Dia Online - Publicado neste site em 19/07/2011


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