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Cães ganham cuidadores profissionais em passeios

Comuns em outros países, em razão da rotina atribulada dos donos de animais, a atividade de dog walker, mais conhecida como passeadores de cachorros, vem se consolidando cada vez mais no Brasil. Mesmo não regulamentada, a atividade é um alento para quem tem um companheiro canino dentro de casa, mas enfrenta o problema da falta de tempo para dar a devida atenção a ele que, por ausência de exercício, pode ficar suscetível à obesidade e ao estresse.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que existe um cão para cada seis habitantes, ou seja, cerca de 37 milhões de caninos pelo País. Já dados da Secretaria Especial dos Direitos Animais de Porto Alegre (Seda) revela que somente, na Capital, há 400 mil cães. E é diante desses números que, junto com o setor pet, a função de passeador, conforme previsão da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), deve ter crescimento de 5%, neste ano, perdendo apenas para tosador, banhista, auxiliar de veterinário e vendedor.

O presidente executivo da entidade, José Edson de França, explica que, entre os principais motivos dessa expansão, está a falta de tempo do dono do animal em levar seu cachorro para passear. 'O proprietário procura cada vez mais profissionais qualificados para a realização de diversas atividades, o que explica também o aumento da procura pelo dog walker', avalia. Ele destaca que o dog walker deve conhecer a legislação específica para animais. 'Apesar de ser uma atividade aparentemente fácil, é preciso preparo para se tornar um passeador de cães. Além de equipamentos como coleira, focinheira, sacos plásticos e tênis para caminhada, o empreendedor necessita entender o comportamento canino, pois há cães mais ativos, que precisam gastar mais energia, e outros mais instintivos, que buscam maior atenção', observa.

Função surgiu por acaso

A atividade de passeador de cão surgiu na vida de Marcelo Schmitt, 38 anos, ao acaso, mas tem sido um alento financeiro e motivacional. Se antes, quando os amigos viajavam era ele quem cuidava dos animais de estimação, em razão da paixão pelos animais, quando ficou desempregado, da empresa de transporte onde trabalhava, Schmitt não hesitou e viu uma chance de emprego, na época, pouco comum na Capital. 'Montei a empresa e estou feliz', diz o proprietário da passeiacao.com.br. 

Além de fazer, em média, oito passeios diários durante 30 minutos ou uma hora, Schmitt não dispensa cuidados aos animais que tem em casa. E a forma de trabalho, em parceria com um veterinário, tem dado tão certo que todos os caninos têm pacotes mensais com a empresa. 'Prezo pelo bom atendimento, sempre dou feedback aos donos dos cães', destaca, ao lembrar, que durante os passeios, executa comandos básicos de adestramento para que não ocorram situações indesejadas.


Fonte: Vitrine Digital - Publicado neste site em 30/08/2013