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Dedicação de voluntários reforça ações em defesa de animais no Amazonas

Manaus conta, hoje, com quatro ONGs e muitos protetores independentes. Cães e gatos são resgatados de ruas e passam a ser considerados como membros das famílias.

Voluntários ajudam cães de ruas e evitam que animais não adotados sejam sacrificados.

Manaus - Eles decidiram fazer a diferença e lutar pela defesa dos animais. A vontade de ajudar e salvar as vidas daqueles que não sabem falar impulsiona e faz com que os ‘protetores dos animais’ lutem por políticas públicas rígidas e conscientizem a população, que é importante cuidar com responsabilidade do seu bichinho de estimação e daqueles que ainda não têm um lar.

Desde criança, o funcionário público Diego Alencar percebeu que ‘algumas pessoas tratavam os animais como objeto’ e que isso precisava ser mudado. “Quando criança, a gente já imagina, mas quando crescemos é que se percebe o quanto se maltrata os animais. Ouvimos sempre muitos familiares falando de abandono, mas não se pensa o quanto esse animal pode sofrer. É importante procurar saber e decidir ajudar”, diz Alencar.

São com pequenas ações, como levar uma porção de ração e um pouco de água na mochila que ele tenta fazer a diferença na comunidade. “Perto de casa, alimento os animais. Nas idas e vindas do trabalho distribuo a ração e coloco água pros bichinhos que estão perambulando. Incentivo os vizinhos e amigos, que acabaram adotando estes animais comunitários”, explica ele.

Foi com este incentivo que há seis meses ele conseguiu reunir os mesmos vizinhos e amigos para pagar uma cirurgia de uma cadela que foi atropelada. Soneca estava tão debilitada que não conseguia se levantar. “Pagamos a cirurgia e arcamos com os custos até achar um lar para ela”, contou.

Há um ano e meio, Moreninha também foi atropelada. O veterinário Jorge Carneiro, pela profissão e por tanto amor aos animais, não poderia deixar de cuidar e dar toda atenção à vira-lata, que virou o xodó da família.

“Costumo dizer que ela foi uma paciente que virou parente, porque a vizinha pediu pra cuidar, enquanto viajava e fazer o que fosse necessário. Quando a vizinha voltou, a minha filha não deixou que ela levasse”, contou.

Além de Moreninha, outros três animais fazem parte da família e todos foram adotados. “Eles têm muito a ensinar. A máxima do ‘amor incondicional’ existe, porque ele vai estar lá independente de qualquer coisa ele vai estar lá. Qual ser humano faz isso?”, questiona.

Manaus conta, hoje, com quatro ONGs e muitos protetores independentes. Coordenadora da ONG L-Cachorreiros, Erika Schloemp está na luta em defesa dos animais desde 2007. “É necessário que haja políticas públicas tanto para os animais domésticos quanto para os silvestres e exóticos” , afirma ela.

Durante muito tempo, o sacrifício irregular e a eutanásia eram vistas como forma de controle populacional de cães e gatos, prática que vem sido combatida pelos protetores que defendem o direito dos animais. Uma lei aprovada recentemente no Estado prevê que este controle populacional deve ser feito por meio de esterilização, vetando definitivamente a prática do sacrifício de animais saudáveis nos Centros de Zoonoses.


Fonte: D24am - Publicado neste site em 01/06/2013