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Boletim Eletrônico - N° 730 - #3
  
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Adoro meu gato preto 

Gatos pretos dão azar? Quem tem garante que eles só trazem felicidades!

Gato preto dá sorte ou azar? A ilustradora Leila Barbosa, diretora da ONG SOS Gatinhos, fundada há 11 anos e que já conseguiu lares para cerca de 1200 gatos abandonados garante que eles trazem é felicidade.

Mas o preconceito ligado às superstições que os gatinhos pretos enfrentam ainda é grande. “Há pessoas que querem adotar e chegam a pedir gatos ‘só de cor clara’”, diz Leila.

E existem abrigos que vetam a adoção de gatos pretos em semanas de 'Sexta-feira 13', para evitar que os animais sejam usados em rituais de magia negra. Os Centros de Controle de Zoonoses, por exemplo, adotam essa prática.
 
A má-fama vem de longe. Na cultura cristã, o gato era frequentemente associado ao poder subversivo do diabo e, particularmente, das mulheres possuídas por variados tipos de demônios, que, em geral, ousavam viver fora dos padrões das rígidas comunidades da Europa medieval e acabavam sendo retratadas voando pelo céu noturno em suas vassouras, sempre acompanhadas de seus fiéis bichanos, pretos.
 
No verbete ‘Gatos’ do livro The Book of Symbols – Reflections on Archetypical Images, da editora Taschen (O livro dos Símbolos, em tradução livre, não publicado no Brasil) lê-se: “Retratados como criaturas da noite, vagando sensualmente por becos, ágeis e silenciosos, capazes de roubar as almas dos mortos ou sugar o hálito de bebês, gatos foram rapidamente identificados como ajudantes de bruxas e feiticeiras e submetidos à perseguição frenética”.
 
A pelagem escura ajudava a reforçar o preconceito. No conto “O Gato Preto”, do escritor romântico americano Edgar Allan Poe, o animal ocupa o centro da trama macabra, associado à loucura e à sugestão da possessão demoníaca. No Brasil, herdamos as crenças medievais, relacionadas aos poderes maquiavélicos dos gatos, de Portugal, como explica Luís da Câmara Cascudo no Dicionário do Folclore Brasileiro (Global Editora). “Nas estórias populares, especialmente nos contos e nas fábulas, o gato é a expressão da agilidade, desenvoltura, rapidez de gestos e também representa a falta de escrúpulos e de fidelidade”, afirma o autor do livro.

O escritor Pereira da Costa, em “Folclore Pernambucano”, também citado no livro de Câmara Cascudo, concorda em termos: “Gato preto dá felicidade, embora o diabo tome essa forma constantemente”, diz .Tantas lendas e crendices não intimidam em nada os amantes de gatos pretos. A programadora Jessica Aline Joaquim, 25 anos, adotou há 5 anos sua primeira gata de estimação e um ano depois decidiu incluir um segundo felino na família. Entre os vários filhotes na feira de adoção, ela reparou na “criaturinha preta dormindo embaixo do jornal que servia de banheiro”. “Isso foi um indicador de que a gatinha não batia muito bem e isso só nos animou. A protetora tirou-a da gaiola para a gente poder se conhecer e foi amor à primeira vista”, conta Jéssica.Nerd assumida, Jéssica batizou-a de “Dead pixel”, o pontinho preto no monitor que resta quando a célula luminosa da tela queima.

 “Nesses três anos tudo que a gente imaginou sobre ela se concretizou: tenho 3 gatos e ela ainda é a mais atrapalhada e confusa deles -tanto que tem medo de altura - mas também é a mais doce. É a mais chegada num colo, pede carinho na barriga e quando deita comigo no sofá ou na cama, encosta sempre em mim, nem que seja só me fazendo carinho com as almofadinhas da pata”, se derrama a dona.
 
A produtora web Vanessa Guedes, de 22 anos, não pensou duas vezes ao adotar: escolheu o filhote preto. “Perguntei para o responsável pelas adoções e ele disse que os gatos pretos eram os menos adotados sempre e que a adoção deles realmente era mais cuidadosa, porque muita gente é supersticiosa e ainda acha que eles trazem má sorte”, lembra. Era tudo que ela precisava ouvir para se convencer a levá-lo para casa.
 
Batizado de Ozzy, em homenagem ao vocalista da banda Black Sabbath, o gato chegou tão birrento quanto a outra gatinha branca e preta adotada na mesma ocasião. “Hoje os dois são extremamente carinhosos e adoram se enroscar nas visitas. Não são nada tímidos e ronronam prá caramba”, diz Vanessa. Ela até preferia gatos brancos ou laranjas, mas ao saber que o gatinho preto teria problemas de adoção por causa da cor e por ser mais velho, “o coração falou mais alto que a preferência”.
 
E justiça seja feita: nem tudo é sombrio nas histórias associadas aos gatos pretos. Bastet, a deusa egípcia, símbolo da fertilidade, é retratada como uma gata negra rodeada por seus filhotes. Nos monastérios budistas, gatos são bem-vindos porque protegem as escrituras sagradas de roedores e por serem companheiros silenciosos de meditação. No Japão, poucas figuras são tão presentes como os maneki-neko, que dão as boas-vindas aos clientes de praticamente qualquer tipo de comércio e trazem boa sorte e prosperidade nos negócios.
 
Mas como é possível substituir essa imagem por outra, mais positiva e desmistificada?  “Nós conversamos com as pessoas, publicamos fotos e depoimentos de quem adotou gatos pretos e lançamos uma camiseta ‘gato preto dá sorte’, que vende muito bem e faz boa propaganda”, diz Leila, da SOS Gatinhos. Se adotar um gato está nos seus planos, considere a possibilidade de privilegiar um de pelagem escura. Como dizem os protetores animais, azar mesmo é não ter um gato preto.


Fonte: CenarioMT - Publicado neste site em 22/07/2012

 

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