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Boletim Eletrônico - N° 665 - #3
  
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Animais ajudam na terapia de pacientesO cachorro Freud é um exemplo de como os bichos podem contribuir para a recuperação de pacientes com transtornos como a depressão


Freud, mascote do Caps Boa Viagem, auxilia no tratamento de pacientes com transtorno mental (Helder Tavares/DP/D.A Press )
Freud, mascote do Caps Boa Viagem, auxilia no tratamento de pacientes com transtorno mental

Imagine usar cachorros, hamsters, cavalos e até golfinhos e baleias no tratamento de doenças psicológicas. Essa realidade começa a dar os primeiros passos em Pernambuco, ainda que o quadro seja bem distante de experiências sensoriais extremas que vêm sendo desenvolvidas em outras partes do Brasil e do mundo. Na rede pública de saúde do Recife, por exemplo, o terapeuta 'titular' se chama Freud, um cão vira-lata que vive no Centro de Atendimento Psicossocial do bairro de Boa Viagem. Simpático, o animal interage com pacientes com transtornos de humor, com quadro de depressão, esquizofrenia e transtorno bipolar.

Por incrível que pareça, uma vez por trimestre, o “doutor” recebe a visita de assistentes, como uma coruja e um gavião, que também fazem parte do tratamento. “O segredo é que, com o contato e os cuidados demandados pelos bichos, pode-se estabelecer um vínculo entro ele e o paciente, trazendo-o à realidade. Com as atividades propostas, de brincadeiras com eles, as pessoas acabam tendo o quadro emocional, e até físico, trabalhados, sem nem se dar conta”, explica a terapeuta ocupacional Andrea Maria de Paula Souza.

De acordo com a vice-presidente do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Luziana Maranhão, muitas experiências estão sendo realizadas fora de Pernambuco. No Sudeste do país, por exemplo, há a possibilidade de cães treinados visitarem leitos hospitalares para animar pessoas em tratamento e alguns profissionais recomendam a criação de bichos mais exóticos, como furões e chinchilas, para o tratamento, em especial de crianças. “Essa ainda não é uma corrente muito disseminada no estado, mas há diversos estudos que indicam como o uso desses animais influenciam na melhora do quadro do paciente”, explica.

Benefícios - Entre os principais efeitos causados pelos bichanos em quem faz terapia com eles está o princípio de reflexo de cuidados. Isso significa que os cuidados que são administrados com o animal geram, inconscientemente, uma preocupação com o próprio bem estar. “Estimulamos que eles tenham a responsabilidade de alimentar, dar banho e acompanhar as vacinas do animal. É uma forma deles perceberem a necessidade de se preocupar com isso tudo neles mesmos, o que influencia a auto-estima e a evolução do tratamento”, garante a assistente social Nelba Rodrigues.

Invejados por muitos, quem já teve oportunidade de ter contato com animais ‘especiais’, como Maria Olga de Lima Santos, 51, têm dificuldade em encontrar palavras para descrever o encontro, mas tentam lembrar do momento sem esconder o sorriso no rosto. “Foi um dia inesquecível. Uma criatura tão difícil de chegar perto e tão linda? Me emocionei demais”, uma das poucas pernambucanas que podem dizer que já tiveram uma coruja no braço.


Fonte: Diário de Pernambuco - Publicado neste site em 09/06/2012

 

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