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Temas Pet - Criador On-line

Boletim Eletrônico - N° 1660 - #3
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Se você ainda acha que seu cachorro entende quando leva uma bronca, leia este artigo



Não importa a raça, idade ou tamanho do animal, todo cachorro é perito em fazer aquela carinha de “quem caiu da mudança” com perfeição e amolecer qualquer coração disposto a brigar com o peludinho. Mas será mesmo que os cães sentem culpa?

Se você fizer essa pergunta para alguns pais de pets elas serão capazes de jurar de pés juntos que sim, já para os cientistas a resposta pode ser bem diferente. Os estudiosos dizem haver evidências que os animais possam sentir emoções primárias, como medo e felicidade, mas certezas não há na literatura sobre cognição animal a respeito de manifestações de emoções secundárias como ciúme, orgulho ou a própria culpa.

A dificuldade em comprovar emoções secundárias nos bichinhos se deve ao fato que elas exigem uma certa sofisticação cognitiva, com necessidade de algum grau de autoconsciência. Por isso, cravar que um cachorro realmente sentiu-se culpado é uma tarefa complicada.

O pai da Teoria da Evolução, o inglês Charles Darwin, foi um dos primeiros a observar que comportamentos associados à culpa: manter a cabeça baixa e desviar o olhar, também são vistos em outras espécies além da humana. Os gestos são utilizados como uma maneira de minimizar os efeitos das transgressões e reforçar as relações sociais, é como se o corpo falasse “Ok, eu sei que errei e já estou me punindo por isso”.

A culpa canina vem do erro ou da bronca?

O fato de apresentar comportamentos e gestos relacionados à culpa não são evidências suficientes de que o cão está emocionalmente sentido culpa. Um estudo realizado em 2009, pela psicóloga Alexandra Horowitz do Barnard College, encontrou evidências de que cães eram mais propensos a exibir comportamentos associados à culpa após levarem uma bronca, mesmo sem terem feito algo de errado, ou seja, eles não conseguiam associar nossa “reclamação” com algo que realmente fizeram.

Neste mesmo experimento, os cães que se comportaram mal e foram repreendidos exibiram menos comportamentos associados à culpa do que os colegas que se comportaram bem, mas mesmo assim foram chamados a atenção.

Por isso, é muito importante que os pais de pets não exagerem na hora de corrigir o seu cachorro e apostem no reforço positivo para que ele entenda o que deve ou não ser feito. Lembre-se que aquele olhar cabisbaixo não é de quem sabe que aprontou, e sim um reflexo do medo que o animal está sentindo em relação à maneira como você o está tratando.

E aí mora um grande perigo, afinal, quando esse tipo de situação ocorre com frequência, a confiança que o cão tem em seu pai/mãe humano pode ser quebrada e o bichinho também passe a apresentar comportamentos ligados à ansiedade.


Fonte: Circuito Mato Grosso - Publicado neste site em 14/02/2020

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