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Cachorros podem ser a próxima arma contra o câncer

Estudos mostram que animais treinados podem identificar a doença com mais de 90% de precisão em amostras de humanos

Cachorro fareja amostra no centro de pesquisa do Medical Detection Dogs (Foto: Divulgação)
CACHORRO FAREJA AMOSTRA NO CENTRO DE PESQUISA DO MEDICAL DETECTION DOGS (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Numa época em que a maioria dos exames diagnósticos são realizados com a ajuda de máquinas modernas e caras, pode parecer um retrocesso dizer que o futuro do diagnóstico do câncer talvez sejam… cachorros. Mas é exatamente isso o que alguns centros de pesquisa pelo mundo estão tentando colocar em prática. Um estudo apresentado este ano por pesquisadores italianos em um congresso da Associação Americana de Urologia mostrou que cães treinados conseguiram detectar câncer de próstata com 98% de precisão em amostras de urina.

Um dos primeiros estudos sobre o assunto foi publicado em 2004, no British Medical Journal. A pesquisa já apontava a existência de cheiros específicos em amostras de urina de pacientes com câncer de bexiga e a capacidade de cachorros treinados tinham para identificá-los. Uma das envolvidas nessa pesquisa era a médica Claire Guest, atualmente CEO do Medical Detection Dogs, organização sem fins lucrativos que treina cães para detectar diversos tipos de doenças. Entre elas, câncer.

Claire pesquisa sobre o assunto desde 2002 no Reino Unido. Quando começou a trabalhar nessa área, já falava-se sobre o potencial dos cachorros, mas não havia evidências científicas que comprovassem sua eficácia. “E, na verdade, ainda precisamos de mais estudos”, afirma. Agora, porém, a possibilidade de “farejar” a doença está mais na mira de cientistas. Outros pesquisadores nos Estados Unidos e no Canadá, por exemplo, também estão criando parcerias entre universidades e centros de treinamento de cães para testar essa possibilidade.

Cachorros em ação
Atualmente, dez animais e cinco pesquisadores trabalham na área de câncer do Medical Detection Dogs. Eles avaliam amostras de câncer de próstata e, em breve, devem começar a trabalhar com amostras para câncer de mama. O treinamento dos cachorros consiste basicamente em reconhecer e recompensar. Eles são apresentados a várias amostras de pacientes com câncer para gravar o cheiro. Depois, as amostras começam a se misturar com amostras “saudáveis” e, cada vez que o animal identifica a correta e demonstra para o treinador, ganha um agrado. A dificuldade dos treinos aumenta com o tempo.

Claire Guest, CEO do Medocal Detection Dogs (Foto: Divulgação)
CLAIRE GUEST, CEO DO MEDOCAL DETECTION DOGS (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Além da precisão que as pesquisas têm mostrado, usar cães para o diagnóstico tem a vantagem de não ser um método não invasivo. Pense, por exemplo, no exame de próstata. Você conhece algum homem que se voluntaria de boa vontade para passar por isso? Pois é, a maioria foge. O problema é que os exames de sangue para esse tipo de câncer são pouco precisos. Agora imagine que, para descobrir a doença, baste entregar uma amostra de urina e esperar o latido de um labrador. Parece menos desagradável.

Apesar do otimismo, Claire não arrisca cravar um período de tempo no qual o diagnóstico canino estará disponível para vários pacientes. “É um campo de estudo muito novo. As coisas começaram devagar, mas estão indo mais rápido agora. Há muito mais evidências sobre o valor dessa técnica”, diz.

Sobre os custos, a pesquisadora afirma que, para executar esse tipo de tarefa, o cachorro precisa de um investimento de cerca de R$ 23 mil por ano. Além dos cuidados que qualquer animal requer, é necessário treiná-lo com um profissional. No caso dos centros de pesquisa, também é preciso manter os médicos responsáveis pelos estudos. “Você precisa de ciência para treinar esses cachorros. Precisa de uma equipe médica e de um treinador especializado”, afirma. Por tudo isso, ela não considera que seja um método muito caro.

Olhando para o futuro, Claire diz que um dos grandes objetivos das pesquisas é motivar novas tecnologias que imitem a natureza. Mais ou menos assim: se ficar comprovado que cachorros são confiáveis para detectar câncer em amostras de urina ou hálito, no caso do câncer de pulmão, outros cientistas podem investigar quais moléculas da pessoa com câncer são responsáveis por deixar esses cheiros específicos e como elas são detectados pelo olfato canino. Uma vez desvendado o mecanismo, podem criar um nariz eletrônico que processe milhares de amostras sem esbarrar em problemas como cansaço ou investimento em treinamento.


Fonte: Epoca Negócios - Publicado neste site em 07/01/2015

 

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