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Boletim Eletrônico - N° 1574 - #3
  
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Animais fazem a diferença no tratamento de câncer

Uso de animais treinados com a finalidade de despertar a alegria e a força de vontade é sucesso

As raças indicadas para a Pet Terapia são golden retriever e collie / Olivia Tesser/Ag. Bom Dia

Para tornar o ambiente hospitalar um pouco mais leve, principalmente quando o tratamento é prolongado e desgastante, alguns hospitais adotam a chamada Pet Terapia, que é o uso de animais treinados com a finalidade de despertar a alegria e a força de vontade muitas vezes esquecidas diante de tantos medicamentos, exames e internações.

É exatamente isso que acontece no ambulatório de Oncologia Pediátrica, da Faculdade de Medicina ABC, em Santo André. No lugar de choro e cara amarrada, tão comuns durante o tratamento de quimioterapia, há brincadeiras, jogos e o melhor amigo do homem: o cão da raça golden retriever Vinny, de um ano e oito meses. Ele é a atração do ambiente.

“A partir do contato com o animal, procuramos humanizar o tratamento, que visa aliviar o sofrimento causado pela doença. Muitas crianças associam a quimioterapia a algo doloroso e chato. Quando introduzimos o cão, mostramos que pode ser divertido”, explica a terapeuta ocupacional, Paula Montanari Mergel.

A manicure Gabriela Barbosa da Silva sabe bem o que é isso, ela é a mãe da Emmily, de 4 anos, diagnosticada desde os 10 meses com leucemia.  “Antes do cão estar aqui, minha filha ficava estressada quando vinha para o tratamento. Agora, eu tenho que me desdobrar para tirá-la daqui, porque é um amor só. Ela não desgruda do cachorro”, sorri.

Benefícios/ Para o paciente, os benefícios são inúmeros: vão desde o efeito calmante e antidepressivo e até servem como estímulo à integração social e elevação da autoestima, pois desvia o foco da tensão emocional, da dor e do estresse de internação ou tratamento. Estudos também apontam redução da pressão sanguínea e cardíaca, além do fortalecimento do sistema imunológico e do bem-estar. 

De acordo com o médico coordenador do Ambulatório de Oncopediatria da FMABC, Dr. Jairo Cartum, a Pet Terapia é iniciativa de humanização que vai além do lúdico, com benefícios reais à saúde dos pacientes. “A humanização é tudo. Se o paciente está feliz, ele encara a doença de uma forma melhor, não falta às consultas e responde bem aos tratamentos. Para a equipe terapêutica, gera sensibilidade e motivação”, garante o oncologista pediátrico.

Família também se beneficia com o tratamento

O uso da terapia com animais também ajuda a manter o astral elevado da família do paciente, que costuma se desgastar com a situação. Segundo Angelina Maria dos Santos, mãe de Alison, 12 anos, assimilar o diagnóstico e adaptar-se à ideia do tratamento foi muito difícil para a família. “Foi devastador descobrir que meu filho tinha leucemia com 9 anos de idade. Parei de trabalhar para cuidar dele, é um choque muito grande. Agora, quando vejo meu filho mais feliz, eu também fico.”

O pequeno, que sonha em ser jogador de futebol, diz que o cachorro ajuda a melhorar o astral de todos. “Sinto que as pessoas se sentem mais dispostas, espero ver o cachorro sempre aqui”, observa Alison Matheus dos Santos, que depois de estar livre da doença vem ao consultório para fazer exames e consultas de rotina.

“Todos sofrem de alguma maneira com o tratamento. Não é fácil ver crianças sendo submetidas a vários procedimentos. Mas com a Pet Terapia, o impacto positivo nas famílias é grande, porque elas percebem que os filhos estão mais felizes, e rapidamente, essa alegria contagia todo mundo, criando uma estrutura emocional mais positiva”, destaca o médico e coordenador do ambulatório,  Jairo Cartum.

Ele garante que toda equipe se contagia. “Desde a recepção até os médicos, enfermeiros, todo mundo fica mais alegre”.
 
Elevado índice de cura

Pesquisas apontam que o câncer infantil atinge uma em cada 600 crianças. As leucemias são as mais frequentes, representando aproximadamente 1/3 dos casos. Tumores cerebrais correspondem a cerca de 20% dos casos, enquanto linfomas detêm 15%. A taxa de cura em crianças chega a 70%. Os tratamentos têm duração média de 1 ano e o acompanhamento é por toda a vida. 

Quando surgiu a Pet Terapia

Em 1792, uma clínica psiquiátrica na Inglaterra (York Retreat) passou a utilizar animais para interagirem com seus pacientes. A finalidade era proporcionar entretenimento. Em 1944, ocorreram as primeiras sessões de terapia assistida utilizando animais num hospital das forças armadas de uma cidade próxima de Nova York (Pawling Hospital, em Dutches). A Pet Terapia auxiliou no tratamento de soldados que sofreram traumas psicológicos causado na segunda guerra mundial. Eles foram levados a uma zona rural para conviver com animais como cavalos, bois e galinhas. No Brasil, na década de 50 a terapia com animais passou a ser utilizada em um hospital psiquiátrico no Rio de Janeiro.


Fonte: Diario SP - Publicado neste site em 07/08/2014




 

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