Mayer's Boxers
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Neste espaço abordaremos as seguintes provas de trabalho: 
Schutzhund
BH
ZTP
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Agradecemos ao amigo Rogério Sandoval pela contribuiçao.  www.ssrogério.com.br
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Conheça o Schutzhund
 

O QUE É
O nome Schutzhund é composto de duas palavras. Schutz – Proteção e Hund – Cão, portanto Schutzhund é a Prova do Cão de Proteção.
É uma prova dividia em três seções – A – Faro, B – Obediência e C – Serviço de Proteção – como um triátlon de cães.
Existem três níveis de dificuldade. Nível 1 – prova básica, 2 – intermediária e 3 – avançada. As grandes competições mundiais somente acontecem no 3 (grau avançado). Já para selecionar um cão, exige-se como pré requisito mínimo o 1 (grau básico).
SIGLAS
Na Alemanha era utilizada a sigla SchH e atualmente se utiliza VPG (de 1 a 3).
A FCI utiliza a sigla IPO ou RCI (igualmente de 1 a 3).
No Brasil, a CBKC utiliza a sigla CT – Cão de Trabalho (de 1 a 3).
Temos provas afins:
BH (aqui chamada de CAc – Cão Acompanhante) – obediência muito básica e prova de trânsito. O BH é a principal 'arma' da cinofilia européia no controle à posse responsável.
AD – Prova de Resistência
FH – Prova de Faro (prova somente de faro para cães avançados nessa seção).
A HISTÓRIA
Inicialmente foi criado como uma prova para selecionar os cães pastores alemães aptos para o trabalho (serviços policiais em geral, embora estivesse sempre ligado a um clube de civis). Com o tempo, as outras raças alemãs (de guarda e serviço policial) adotaram também essa prova. As outras raças adotaram essa prova ao término da II grande guerra mundial (entre 1945 e 46), num esforço de padronizar e garantir a permanência da funcionalidade entre elas. Foi criada a AZG, entidade para nortear e adequar o trabalho aos clubes especializados dessas raças, e ela estabeleceu o SchH e toda a sua família (BH, SchH 1, 2, 3, FH 1 e 2, AD). A AZG é composta de uma junta representada por diretores de adestramento de cada um dos clubes especializados.
O objetivo principal é manter o caráter seletivo de todas essas provas, ou seja, que a média da criação dessas raças possam ser aproveitadas para auxiliar o homem em várias utilidades, que possa ser uma forma de auxiliar a selecionar cães mais rústicos e saudáveis para as funções.
Algumas tendências mundiais fizeram com que as provas de trabalho fizessem ajustes às necessidades. Os cães, ao mesmo tempo em que ganhavam adeptos, ganhava também inimigos, gente que dizia que cães representam risco à população, com a principal representação do partido verde no continente europeu. O mundo foi se tornando menos seletivo e a atividade do adestramento e da seleção de cães foi se tornando marginalizada. As pessoas passaram a associar isso à volta ao nazismo. Foi ai que o BH tomou seu espaço como prova de cães sociáveis e pré-requisito do SchH , que o nome SchH (proteção) mudou para VPG (prova de versatilidades para cães de utilidade), que o caráter esportivo foi incorporado, que a seção C (serviço de proteção) foi ficando cada vez mais rígida no sentido de controle.
O SchH influenciou fortemente na elaboração de todas as provas militares alemãs e faz a ponte na junção dos dois mundos. É uma forma de poder selecionar (principio de seleção) cães para várias funções, sem em nenhum momento perder a responsabilidade civil e ainda com um apelo esportivo para atrair novos adeptos.
Nos últimos anos, o esporte tem evoluído muito no Brasil e ano a ano vem ganhando muita força.
COMO FUNCIONA
No Faro (seção A) – o cão deve procurar 3 objetos deixados no transcorrer de um rastro continuo com um mínimo de 600 passos de distância, com uma hora de antecedência. A pista é marcada por uma pessoa estranha ao cão, que ao marca-la marchando, deve deixar uma estaca (sinalizando o inicio da pista) no inicio, ao chegar a metade da primeira reta (após os 100 primeiros passos), deixa no chão o primeiro objeto. O segundo objeto deve ficar na metade da terceira reta e o terceiro objeto no final da pista (final da quinta reta). Os objetos devem ser de cor não distinta do ambiente, feitos de couro ou tecido ou madeira, num tamanho de 10 cms de comprimento por 2 a 3 de largura e 0,5 a 1 cms de espessura. A pista deve ter 5 retas, portanto 4 ângulos retos. O cão deverá trabalhar de forma intensa (farejando com intensidade e concentração) e com o nariz rente ao chão no transcorrer de toda a pista, sem qualquer influência de seu condutor que o conduz segurando a ponta da guia (guia de 10 metros). Ao localizar cada objeto, o cão deve deitar-se com ele entre suas patas dianteiras.
No grau 1, a pista é marcada pelo próprio condutor, é formada de 3 retas e 2 ângulos e tem um mínimo de 300 passos. No 2, a pista é marcada por uma pessoa estranha, é formada de 3 retas e 2 ângulos e tem um mínimo de 400 passos.
A Obediência (seção B) – é composta de 9 (8 no grau 1 e 9 no 2) diferentes exercícios.
1 – Condução Sem Guia – onde o cão deve seguir colado a perna esquerda do seu condutor, alegre e atentamente às mudanças de direção, velocidade e paradas. Durante o percurso, serão executados 2 disparos (calibre 6 mm de festim) e logo a seguir, cão e condutor passarão por um grupo de pessoas em movimento. Durante todo o percurso, o cão deverá se manter totalmente indiferente ás outras situações, estando atento a seu condutor. * graus 1 e 2 são iguais
2 – Senta em Marcha – após 10 a 15 passos de caminhada, o condutor dá o comando 'Senta', sem mudar o ritmo das passadas ou virar-se para o cão. O cão deve sentar-se rápida e corretamente. Após mais 30 passos, o condutor para, vira-se de frente e depois da autorização do juiz, retorna ao cão. *grau 1 e 2 são iguais
3 – Deitar durante o Trote com Aproximação – o condutor, aos 10 a 15 passos normais, passa para a velocidade de trote, entre 10 a 15 passos no trote, dá o comando para o cão deitar, sem mudar o ritmo ou olhar o cão. O cão deverá deitar rápida e corretamente. Após mais 30 passos, o condutor para e vira-se de frente para o cão. Sob ordem do juiz, o condutor chama seu cão pelo nome ou com o comando 'aqui'. O cão deve aproximar-se alegre, rápido e direto para seu condutor e sentar-se prontamente a sua frente. * grau 1 e 2 – Deita em marcha com aproximação
4 – Parar durante o Trote – após 10 a 15 passos em trote, o condutor dá o comando 'Para', sem mudar o ritmo ou olhar o cão. O cão deverá parar imediata e estaticamente. Após mais 30 passos, o condutor para e vira-se de frente para o cão. Sob comando do juiz, o condutor chama o cão que deverá aproximar-se alegre, rápido e direto para seu condutor e sentar-se prontamente a sua frente. * grau 1 não tem, grau 2 – Parar durante a marcha
5 – Buscar Halter em terreno plano – o condutor lança o halter de 2 kg a uma distância aproximada de 10 ms, e ao comando dele o cão deverá busca-lo rápida e prontamente sem mascar o halter, sentando-se prontamente a frente de seu condutor para entrega-lo. * grau 1 – 650 g e grau 2 – 1 kg
6 – Buscar halter com obstáculo de 1 m – o condutor, a frente do obstáculo de 1 m de altura, lança o halter (650 g) sobre ele. Ao comando 'pula', o cão deve pular o obstáculo rapidamente, buscar o halter e fazer o salto de volta, sentando-se prontamente a frente do condutor. * grau 1 e 2 são iguais
7 – Buscar halter com plano inclinado (1,8 m) – o condutor, a frente de um plano inclinado de 1,8 m de altura, lança o halter (650 g) sobre ele. Ao comando 'pula’, o cão deve pular o obstáculo rapidamente, buscar o halter e fazer o salto de volta, sentando-se prontamente a frente de seu condutor. * grau 1 e 2 são iguais
8 – Mandar em frente com deitar – após caminhar de 10 a 15 passos, dá o comando para o cão ir em frente, levantando o braço e indicando a direção e permanecendo parado. O cão deverá velozmente deslocar-se em linha reta, na direção indicada, por pelo menos 30 passos. Sob ordem do juiz, o condutor deve comandar 'deita' e esse deve interromper a corrida prontamente, deitando-se de forma rápida. * grau 1 e 2 são basicamente iguais
9 – Deitar sob distração – quando do inicio da seção B de outro cão, o condutor conduz seu cão para um local indicado pelo juiz e o deixa lá, enquanto o outro cão executa os exercícios de 1 a 7. Durante esse tempo, o condutor deve permanecer de costas e a uma distância de 30 passos de seu cão. * grau 1 e 2 são basicamente iguais
Serviço de Proteção (seção C) – é composto de 8 exercícios (5 no 1 e 7 no grau 2)
1 – Revistar Esconderijos – num campo de futebol e com 6 esconderijos (3 de um lado e 3 do outro) , o condutor caminhando na linha média do campo, deverá comandar o cão a revistar todos os esconderijos. O cão deve revista-los rapidamente (os esconderijos estão dispostos de forma que o cão ao percorrê-los, faz um zigue-zague em seu trajeto), batendo os seis esconderijos e encontrando o figurante no ultimo (no sexto). * grau 1 – 2 esconderijos, grau 2 – 4 esconderijos.
2 – Vigiar e Latir – ao encontrar o figurante, o cão deve vigia-lo com determinação e total atenção, latindo continua e ritimadamente. Os latidos devem ser fortes e vigorosos. O juiz ordena que o condutor se aproxime e e chamar o cão para junto dele. * grau 1 e 2 são iguais
3 – Impedimento de Fuga do Figurante – o condutor ordena que o figurante saia do esconderijo e este em local determinado para a realização da fuga. O condutor conduz seu cão ao local pré marcado lateralmente ao figurante e o posiciona deitado lá. Enquanto o condutor se posiciona atrás da barraca, o figurante empreende uma fuga e o cão deverá impedi-lo imediatamente, mordendo fortemente a luva. Sob ordem do juiz, figurante deve parar de correr e permanecer estático. Ao perceber o figurante parado ou sob um único comando do condutor, o cão deve imediatamente soltar o figurante e após largá-lo, vigia-lo atentamente. *grau 1 e 2 são iguais
4 – Defesa de um Ataque na fase de vigilância – após 5 segundos, o figurante empreende um ataque e o cão prontamente deve defender-se, mordendo a luva imediata e fortemente. Tendo o cão firmado a mordida, o figurante lhe desfere dois golpes com o bastão regulamentar. Sob ordem do juiz, o figurante cessa a luta e o cão deverá saltá-lo imediatamente ou ao primeiro comando de seu condutor. Após largar, o cão deve vigiar o figurante atentamente. O condutor se aproxima, parando ao lado direito do cão. * grau 1 e 2 são iguais
5 – Transporte nas Costas – o condutor ordena que o figurante ande e segue-o, com seu cão a uma distância de 5 passos. O cão deve vigiar o figurante atentamente, sem que se adiante em relação a seu condutor. * somente o grau 2
6 – Ataque ao cão durante o transporte frontal – durante o transporte, sob ordem do juiz, o figurante empreende um ataque e o cão deverá reagir imediatamente, mordendo a luva fortemente. Após breve luta e a ordem do juiz, o figurante para a luta e o cão deverá soltá-lo, ou imediatamente após o comando do seu condutor. Após soltá-lo, o cão deverá vigiar atentamente o figurante. O condutor se aproxima, retira o bastão do figurante e com o cão ao seu lado esquerdo, transporta lateralmente o figurante por uma distancia aproximada de 20 passos, até o juiz e assim encerra a primeira parte da seção C. * somente o grau 2
7 – Ataque ao cão a distancia – o condutor desloca-se com seu cão para uma linha imaginária central, pré determinada do campo, onde aguardam para o ataque a distancia. Sob a ordem do juiz, do outro extremo do campo, o figurante sai de uma barraca e corre até a linha imaginária central. Chegando lá, vira-se em direção ao condutor e com gestos e gritos ameaçadores, corre em direção a eles. Sob determinação do juiz, o condutor comanda o cão para pegar. O cão, com total determinação deverá impedir o ataque do figurante, mordendo a luva fortemente. Após ordem do juiz, o figurante deve interromper o ataque ficando estático. O cão deverá soltá-lo ou sob um único comando de seu condutor, imediatamente. Após soltá-lo, deverá vigiá-lo atentamente. * basicamente igual aos graus 1 e 2
8 – Defesa ante um re-ataque – após uma espera de 5 segundos, o figurante empreende um ataque e o cão imediatamente deverá morder fortemente a luva. Tendo o cão firmando a mordida, o figurante lhe desfere dois golpes com o bastão acolchoado. Sob ordem do juiz, o figurante cessa a luta e imediatamente o cão deverá soltá-lo, ou sob um único comando do condutor. Sob ordem do juiz, o condutor se aproxima e se posiciona ao lado direito do cão, retira o bastão do figurante e com o cão entre eles, transporta-o a até o juiz. Assim, a seção e a prova são encerradas. * somente o grau 3
POR QUE TREINAR
A primeira resposta é por simples responsabilidade civil. Por que treinando Schutzhund eu vou estabelecer um auto controle sob meu cão de uma forma que nenhum outro tipo de treinamento poderia me dar.
A resposta seguinte é por selecionar os cães mais aptos ao trabalho. As três diferentes seções (A – faro, B – obediência, C – serviço de proteção), faz com que somente um cão que apresente níveis mínimos aceitáveis (consiga atingir um mínimo de 70% em cada uma das seções), possa ser aprovado, assim como um triátlon.
No faro é preciso uma boa persistência para que o cão permaneça numa posição anti anatômica (focinho rente ao chão) durante toda a pista e enfrente situações adversas (dificuldades da pista, variações de clima e solo, formigas, barulhos e etc). É preciso uma boa concentração para que o cão se mantenha durante toda a pista (a menor delas é a do nível 1, com no mínimo 300 passos de distância) no rastro de um único odor.
Na obediência o cão precisa ser capaz de realizar vários diferentes exercícios (no grau 1, oito e no 3, nove). São exercícios que intercalam concentração, explosão, auto controle, persistência, treinabilidade (capacidade para ser treinável), determinação. Logo no primeiro exercício (condução sem guia), o cão deve mostrar uma boa capacidade de concentração para seguir o condutor e bom auto controle e segurança ao ouvir os disparos do revolver e passar no grupo de pessoas mantendo-se o tempo inteiro indiferente a situação e colado à perna esquerda do condutor. Nos exercício de senta e deita em marcha, rapidez nas respostas dos comandos. No deita, na aproximação, capacidade de formar equipe com o condutor (subordinação, determinação, impulso de matilha). No ficar de pé, subordinação e os mesmos atributos da aproximação do deita. Nos 3 exercícios de buscar halter, controle de nervos, determinação, impulso de equipe, impulso de buscar. No mandar a frente, determinação e prontidão (resposta rápida ao comando) para ir à frente e depois, ao deitar-se imediatamente ao comando. No ficar deitado sob distração, indiferença ao tiro e auto controle.
No serviço de proteção, é preciso antes de tudo mostrar uma boa segurança, altos impulsos de caça e de luta, combatividade, prontidão, nervos fortes e estáveis, uma agressão bem canalizável e muito auto controle.
Logo no inicio, ao revistar as seis barracas, o cão mostra determinação e subordinação ao condutor, ao fazer o exercício em velocidade. Na localização, mostra segurança, auto controle, nos latidos, agressividade. Na fuga, impulso de caça. Ao largar, auto controle, obediência ao condutor. Nos re-ataques, combatividade (impulso de luta). Nas mordidas, o equilíbrio dos nervos, a combatividade, os altos impulsos. Na condução, a atenção, a subordinação ao condutor, a segurança do cão.
Em suma, mesmo sendo um esporte, é seletivo, pois sem todas essas capacidades psíquicas em seus níveis mínimos, não há como ao menos aprovar um cão. São todas as capacidades que fazem parte de quase todos os requisitos mais básicos para cães de diversos e diferentes serviços que o cão precisa para prestar ao homem. Além de ser seletivo, é uma poderosa ferramenta para garantir a posse responsável.
O SchH, como qualquer outra prova (Ring Sport, Campagne, KNPV, etc), são todos esportes, estão todos regulamentados, são todos bem diferentes do imprevisível da vida real. Como meio de seleção, embora estejam longe de ver todas as nuances do cão de serviço, ajudam a selecionar vários requisitos essências para diversos serviços diferentes. Falando em genética, jamais conseguiremos separar o que é gênico do que é treinável em qualquer tipo de avaliação. Quando há uma regra (um regulamento), certamente as pessoas podem treinar muito, mas para ser treinável, é preciso ter potencial gênico. Se não há regras, não há meios de se estabelecer parâmetros, não há meios de deixar transparente.
O SchH é um triatlon que dá uma experiência ao condutor sem igual. Quem treina, é capaz de identificar bons cães durante pouco tempo de contato, aprende a manejar filhotes com muito mais conhecimento.
O SchH é um triatlon que ajuda além de selecionar cães funcionais, cães muito inteligentes (treináveis para diversas funções). O que queremos é um cão inteligente e havido ao trabalho, que esteja sempre disposto ao treinamento.
Para quem quer ter uma noção maior sobre esta prova, leia o regulamento no site da CBKC (http://www.cbkc.org/) e baixe vídeos do seguinte site: http://www.ipo.nu/


 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conheça o BH
 
Afinal, o que é o BH ?
BH é a abreviação de BegleiteHund, que significa Cão de Acompanhamento ou Cão Acompanhante.
Essa prova foi criada para saber quem são os cães que estão aptos para conviver entre as pessoas de forma sociável. É uma prova muito simples e muito básica onde os cães são aprovados ou reprovados (se reprovado, o cão poderá participar de outros BHs até a sua aprovação).
Na verdade, o BH não mede temperamento (genética), mas sim o trabalho de socialização, ou seja, um cão aprovado no BH tem obediência básica e boa sociabilidade para garantir que ele não cause problemas com as pessoas em locais públicos.
Quando aprovado, o cão recebe o título de BH (Cão de Acompanhamento) estampado em sua carteira de provas. Há regiões onde a posse da carteira contendo o título de BH, dão ao condutor e ao cão, a liberdade para transitar por onde desejarem.
Ao contrário do que as pessoas imaginam, ser sociável não torna o cão menos guarda.
O BH é também requisito mínimo para o cão participar em Schutzhund, FH (faro avançado), e principalmente para o cão participar no ZTP (prova de aptidão p/ criação).
Há regiões na Alemanha onde o título de BH é obrigatório para que o rottweiler possa transitar nas ruas com seu dono.
Do que consiste o BH ?
O BH (veja o regulamento www.cbkc.org/) é dividido em 2 partes:
- Obediência no Campo - contem 5 exercícios de obediência básica (1-condução c/ guia, 2 - condução s/ guia, 3 - sentar em movimento, 4 - deitar em movimento e aproximar-se ao comando, 5 - ficar deitado em distração) realizados no campo de provas.
- Obediência e Comportamento no Trânsito - com 3 exercícios (1- condução e comportamento no trânsito, 2 - comportamento do cão sob condições de trânsito mais intenso, 3 - comportamento do cão amarrado e só no meio do trânsito por um curto tempo.
Onde e Como Treinar ?
- Procure o auxilio da Diretoria de Adestramento do clube ao qual pertence a sua raça .- Procure o auxilio somente de profissionais que participem ativamente das provas oficiais de trabalho (se informe na APRO e nas Sociedades de Cães Pastores Alemães).
- Acompanhe as Provas de Trabalho realizadas por rclubes oficiais.
- Fita de vídeo: “Companion Dog B” http://leerburg.com/
- Sob boa orientação, treinar um cão para BH é muito fácil. Nos grupos de adestramento você pode, além de treinar o seu cão, socializá-lo.
Considerações Finais.
Os políticos e autoridades governamentais poderiam muito bem, ao invés de criar leis absurdas que só atrapalham e vão contra os cães, institucionalizar o BH para todas as raças de cães que são tidas como “perigosas”, para animais acima de 1 ano de idade.


 
 
 
 
 
Conheça o ZTP
 

Resumo do regulamento oficial do BOXER-KLUB E.V. - SEDE MUNIQUE - FUNDADO EM 1895 – INSCRITO NA ASSOCIAÇÃO ALEMÃ DE CANICULTURA (VDH)

 

O CERTIFICADO DE APTIDÃO PARA CRIAÇÃO (ZTP) é um teste para seleccionar os exemplares (Machos e Fêmeas), que reúnem as aptidões mínimas para reprodução. O ZTP consta de um estudo morfológico e um estudo caracterológico exaustivo. Na prova assinam-se certificados, onde se anota todos os dados do exemplar e não existe classificação, só Apto, ou não Apto. Através deste teste, evita-se que o Boxer com defeitos de carácter ou de conformação possa ser usado para criação. O ZTP é de grande importância para a nossa criação e não deve ser visto como um mal necessário pois é aqui que os exemplares são examinados pela primeira vez e admitidos ou recusados para a nossa criação. A aprovação do ZTP constitui uma condição essencial para a utilização de um Boxer para criação, no âmbito previsto no regulamento sobre criação.

Disposições para admissão no ZTP :
 

  • Machos e Fêmeas idade mínima 12 meses.

     

  • Estarem tatuados ou  com Micro-chip.

     

  • É obrigatório apresentar o seu resultado de HD (displasia), devidamente diagnosticada pelo Dr. Herman Wuster (titular do Boxer Club Alemão), onde indica o grau de H.D. (displasia). Exemplares com grau de HD (displasia) médio ou elevado não serão admitidos. No momento da radiografia, o cão tem de ter, no mínimo, 12 meses de idade.

     

  • É obrigatório apresentar pedigree e resultado de HD (displasia), originais mais uma fotocópia.

     

  • Estarem inscritos no L.O., ou em qualquer outro País Filiado da F.C.I.

     

  • Têm de ser apresentados, pelo menos, 4 cães. Um Boxer pode ser submetido no máximo 2 vezes ao teste de atribuição do ZTP. Se falhar nos dois testes, em carácter ou em conformação, será pronunciada a proibição de criação. Um teste de atribuição do ZTP com êxito não pode ser repetido.

     

Tipo de provas Morfológicas:

  • Determinação das medidas: tamanho, comprimento, profundidade do peito.

     

  • Verificação do impulso de defesa e de ataque, da coragem e da capacidade portante.

     

  • Exposição do exemplar para verificação da cor dos olhos e forma da dentição.

     

  • Estudo do grau de H.D, (displasia de quadril).

     

  • Verificação da tatuagem ou micro-chip identificador.

     

Todos os participantes são comentados minuciosamente pelo inspector para que o seu proprietário seja informado rigorosamente sobre as qualidades e defeitos do seu Boxer.

Decurso do teste:

Desenrolar dos exercícios: Sociabilização, Defesa do condutor e Coragem.

1ª Fase: Sociabilização, temperamento, docilidade, locomoção e tendo em especial apreciação a reacção ao disparo.

O condutor com o seu exemplar preso com trela, apresenta-se ao juiz, este verificará a tatuagem, ou micro-chip identificador, comprovando se corresponde com a documentação do exemplar.

Seguidamente o condutor caminha com o seu exemplar preso pela a trela uns 30 passos aproximadamente, ida e volta, a uma distancia de 20 passos aproximadamente realizam-se 2 disparos (6 mm). Seguidamente, o condutor passa com o seu exemplar por um grupo de 4 a 5 pessoas que estarão em movimento.

O exemplar deve comporta-se indiferente aos disparos e indiferente ao que faz o grupo de pessoas inofensivas.

2ª Fase: Instinto de defesa, mordida e golpe de Bastão.

O condutor deixa o seu exemplar a uma terceira pessoa (estranha), o qual não intervêm de nenhuma maneira sobre o exemplar. Este segura a trela do exemplar enquanto o condutor se afasta em direcção ao esconderijo (revier). A uns 4 metros do esconderijo (revier) e á ordem do juiz, o condutor é agredido por o homem de ataque (figurante), que sai fora do esconderijo, o figurante deve mostrar uma certa agressividade, como se fosse uma verdadeira agressão que deve ser convincente para o exemplar.

Nesse momento e á ordem do juiz, o exemplar que está seguro pela a trela é solto, deve acudir para defender o condutor e morder o figurante na manga com uma mordida firme, este fará 2 golpes com o bastão flexível sobre as partes não sensíveis do exemplar.

Por ordem do juiz, o figurante pára, o exemplar deve largar a manga (é opcional a ordem de larga).

O condutor recolherá o seu exemplar pela a trela para proceder á prova de coragem.

3º Fase: Instinto de combate, coragem e volta á calma.

O figurante corre em linha recta uns 60 passos. Por ordem do juiz, o condutor envia o seu exemplar ao ataque, o condutor fica quieto.

Quando o exemplar está a metade do percurso, o figurante volta-se, manga em posição (disposta para a recepção do exemplar) e avança energicamente em direcção ao exemplar, fazendo movimentos ameaçadores com o bastão e gritos de dissuasão.

 O contacto figurante/cão realiza-se aproximadamente a 40 passos. O exemplar deve ter mordida firme sobre a manga e aguentar a pressão do figurante.

Por ordem do juiz, o figurante pára, o exemplar deve largar a manga (é opcional a ordem de larga). O condutor reúne-se ao seu exemplar, coloca a trela e regressa até o juiz para a apreciação da volta á calma. Se a apreciação for insuficiente (se encara o juiz de forma insegura ou agressiva) o exemplar não será admitido.

O exemplar acaba a sua prova, é segundo a sua prestação: Apto ou não Apto, em caso de não Apto na sua primeira apresentação, recebe o impresso completo com o respectivo registo 'Conformação e/ou carácter inapto para criação'. Este deve ser apresentado ao repetir o teste (2ª tentativa), juntamente com a restante documentação.

MOTIVOS DESCLASSIFICATÓRIOS:

  • Machos monórquidos, criptórquidos ou anórquidos.

     

  • Cor de olhos superior a 4b da tabela de medição e Boxers com maxilar inferior claramente torto não podem ser admitidos para criação.

     

  • Exemplares fora de tamanho: Macho 57-63 cm, Fêmeas 53-59 cm, á cruz

     

  • Defeitos morfológicos graves, ou atipicidade importante.

     

  • Grau de H.D. (displasia) superior a C

     

Graus:

A Livre de displasia (Perfeita conformação articular)

B Livre de displasia

C Displasia ligeira.

D Displasia Moderada, não podem ser admitidos para criação.

E Displasia Grave, não podem ser admitidos para criação.

  • Não se deixar medir, ou tocar.

     

  • Ter medo do grupo de pessoas, ou ser agressivo.

     

  • Ter medo claro ao disparo.

     

  • Não morder no ataque sobre pressão.

     

  • Soltar com medo ao receber os golpes.

     

  • Não morder ao ataque lançado.

     

Os exemplares APTOS E NÃO APTOS serão publicados no boletim do Club.

Só os exemplares APTOS serão recomendados para reprodução.

  • Para todos os aspectos técnicos e administrativos, aplicam-se as directivas publicadas no BB pela AZKW.

     

Agradecemos ao amigo Carlos Filipe Cruz  pela colaboração.
 
 
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Instintos de caça e defesa nos cães de trabalho.
 
 
A fase do Schuzhund que normalmente desperta mais interesse no público em geral é a fase do 'trabalho de mordida', mas essa também é a fase onde ocorre uma separação - A separação entre os cães que podem conseguir seu título em Schutzhund e os que não podem. Quase todos podem fazer trabalho de faro e obediência, mas muito são eliminados no trabalho de proteção devido ao fato de não saberem como lidar com o stress derivado deste.
Normalmente não existe uma única razão para que um cão não possa fazer esse trabalho. Genética, ambiente, estrutura física e adestramento, todos influem para determinar a capacidade para trabalho de um cão. Mas o aspecto individual mais importante é a genética para definir ser um cão pode competir em um esporte como o Schutzhund. É devido a isso que você raramente, ou nunca, consegue encontrar um bom cão para Schutzhund vindo de linhagens de cães de exposição (show). Esses cães normalmente tem um temperamento muito fraco e não tem a capacidade mental de lidar com o trabalho tendo sido criados sem a capacidade para tal. Isso é valido para qualquer raça canina; Cães que fazem o trabalho inerente a sua raça vêem de pais e avós que também faziam esse trabalho, e não de linhas de 'show' de cães que fazem pouco mais do que ficar mendingando por comida.
Atualmente, um bom cão de trabalho pode ser encontrado nessas linhas de 'show', mas normalmente trata-se de uma excessão que raramente perpetua sua capacidade de trabalho a seus descendentes. Isso pode parecer um absurdo para muitos, mas a prova está ai e pode ser vista em diversos clubes de schutzhund pelo mundo. Os melhores cães de trabalho vem da Europa, mais especificamente da Alemanha. Isso devido às restrições de criação impostas pelos clubes obrigando os cães a passarem pelo trabalho de mordida além da conformidade estrutural antes de poder reproduzir.  Se os ancestrais do seu cão foram a muito tirados do trabalho de Schutzhund podemos dizer que existe 99% de chances de que ele tenha capacidades duvidosas de fazer um bom trabalho de proteção. Cães de trabalho são 'criados' e raramente 'feitos'.
O trabalho de proteção é baseado em dois drives caninos: De caça e defesa. O de caça é o drive que faz com que o cão persigua e apanhe sua comida na selva, de forma a satisfazer sua fome e atinge seu ápice quando o cão está com fome. Agora que os cães são domesticados seu drive de caça não é mais baseado na fome, mas no instinto natural de perseguir e apanhar (uma bola, um rato, um frisbee, um figurante, etc.). Eu desejo que meu cão para Schutzhund tenha um alto instinto de caça devido a esses serem cães mais facilmente excitáveis e com mais desejo de corresponder mais a agitação e poder desenvolver-se rapidamente devido a seu grande entusiasmo pela caça. Alguns cães podem se dar muito bem em competições se seu drive de caça e o desejo de manter e lutar por essa caça for alto. De fato, esses cães costumam conseguir as melhores pontuações na proteção porque eles são facilmente controláveis durante as fases de obediência e também pelo fato da mordida não ser encarada como uma ameaça para esse tipo de cão. Um cão com muita caça regozija-se em morder e lutar com o figurante.
O lado negativo de um cão somente com drive de caça é que o trabalho pode parecer um jogo do qual o cão pode desistir se eles tiverem uma má experiência ou alguma coisa dolorosa acontecer a eles (figurante pisa na pata, o bastão acidentalmente atinge as costelas, etc). Nesses momento de dor, os cães somente com caça podem desistir (e isso pode ser decepcionante para o condutor durante uma competição!) já que o 'jogo' não está mais divertido. Muitas sessões de treinamento podem ser necessárias para conseguir trazer o cão de volta ao nível em que estava anteriormente - quando isso é possível. Por isso eu prefiro cães que tem um drive de caça alto e ainda é forte em defesa. Esse tipo de cão pode ser trabalhodo em qualquer lugar e ainda manter-se confiante já que o cão sempre leva o trabalho de mordido a sério e ainda assim gosta de fazê-lo. Dessa forma, se algum acidente acontecer durante a competição ou treinamento, o cão pode superar o problema (dor) com seu drive de defesa: O cão fica bravo e luta ainda mais bravamente.
O drive de defesa é completamente diferente do de caça. O instinto de proteção faz com que o cão defenda primeiro a si mesmo e então seus filhotes, matilha, dono, etc. Esse é o lado sério dos cães. Quando ele não está se divertindo em uma perseguição mas sim defendendo/protegendo. O cão que se sente ameaçado de alguma forma faz com que ele morda de uma forma séria.
Como você pode ver existe uma grande diferença entre os drives de caça e defesa e é por isso que é ideal que seu cão tenha ambos para ser um bom cão de Schutzhund. Você não iria querer muita defesa, no entanto, já que esses cães tendem a ser muitos nervosos e instáveis, o que não é bom para a prática de Schutzhund. O drive de defesa pode fluir pelos nervos do cão muito mais do que o de caça. Cães que podem parecer durões em defesa (latem e rosnam rapidamente ao menor sinal de agitação) são normalmente nervosos e assustados e não podem lidar com a pressão e o treinamento que lhes será aplicado. Esses cães são normalmente tensos e sem auto-confiança devido a sua genética, ao ambiente ou uma combinação de ambos. Esse tipo de cão super-nervoso não costumam se dar bem no Schutzhund e podem ser uma ameaça para a comunidade como um todo devido a agressividade por medo que surge ao menor sinal de provocação. Não confunda no entanto um cão super-nervoso com um cão com uma alta defesa mas ainda assim confiante e seguro nessa defesa. Esse tipo de cão normalmente é muito estável e confiante, sabendo quando é apropriado 'ligar' sua defesa, sendo geralmente o tipo de cão ideal para o trabalho de proteção.
É necessário sempre ter um figurante experiente e com conhecimento para saber quando trazer à tona e o quanto usar os drives de caça e defesa. Proteção é a fase em que você precisará de alguém para ajudá-lo. O figurante deve ser uma pessoa atlética com conhecimento e experiência em 'ler' o temperamento de um cão. Sucesso no trabalho de proteção vai depender muito da habilidade do figurante, já que é esse que na realidade treina o cão. Ele deve saber ler e induzir o cão ensinando-o a morder de forma forte e cheia na manga, de forma segura e confiante. Muita prática e habilidade natural são necessárias para o trabalho de tornar-se um bom figurante. Algumas vezes uma pequena e sutil mudança do figurante, no momento certo, é tudo que se faz necessário para 'criar' ou 'quebrar' um cão durante o treinamento. No entanto não é trabalho do figurante assustar ou amedrontar o cão. O oposto disso é a verdade. É o trabalho do figurante tentar melhorar o cão durante todo o tempo e ter o bem estar do mesmo em mente juntamente com o desejo e progresso durante todo o tempo.
Se você não pode contar com um figurante muito experiente, então peça que ele se concentre somente no drive de caça, já que este pode ser trabalhado seguramente. Trabalhar com o drive de defesa, sem saber como, pode criar um problema para toda a vida do cão. Por exemplo, se o figurante acidentalmente força demais a defesa do cão ele pode criar uma insegurança permanente no cão, o que fará com que ele não responda mais seguramente e pode arruinar esse cão para o trabalho.
É vital que o figurante olhe individualmente para cada cão, visto que dois cães não terão o mesmo temperamento e cada cão deve ser treinado de acordo com sua habilidade e/ou limitação. É por isso que eu acredito que os figurantes devem passar por um estágio de forma a se tornarem competentes o suficiente para trabalhar com proteção canina, para seu bem, e o bem dos cães com qual ele irá trabalhar. O ideal seria que um figurante iniciante trabalhe primeiramente com alguém experiente e também seria bom se ele trabalhasse com cães já capacitados no início, de forma a ganhar experiência e devido ao fato de que cães já bem treinados irão conseguir lidar melhor com erros do figurante iniciante. Não é muito inteligente colocar um figurante sem experiência para trabalhar com um cão novato, já que qualquer erro pode criar uma má impressão no animal, o que irá perdurar muito. Isso ainda pode causar algum atrito entre o figurante e o condutor, o que, obviamente, não é desejável.
Isso me conduz ao ponto de que o trabalho de figurante pode ser ingrato, já que exige horas de trabalho físico e mental intenso e porque as pessoas tendem a culpar o figurante por qualquer problema que ocorra no treinamento. Os figurantes carregam a glória e a culpa. O figurante tem que trabalhar duro, normalmente por pouco dinheiro e muitas vezes com pouco reconhecimento. Eu sugeriria a qualquer clube de Schutzhund - ou adestrador - que tenha um bom figurante - a tratá-lo bem ou ele pode mudar-se para outro grupo que o dê o devido valor. No nosso clube de Schutzhund, os figurantes não pagam mensalidades, seminários ou refeições quando em tarefas para o clube. O clube também paga o equipamento e basicamente tenta manter seus figurantes felizes. Lembre-se de que o sucesso no trabalho de proteção depende de um figurante e que ele pode valer seu peso em ouro para o clube. Um figurante top-de-linha pode ser o sucesso do seu clube.
Sendo eu mesmo um figurante, sou um pró-figurante, mas tenho certeza de que você entendeu o meu ponto. Cuide bem do seu figurante já que eles correm sérios riscos de se machucarem toda vez que fazem o trabalho de proteção. Preocupe-se também em formar novos figurantes, mas tenha consciência de que uma pessoa bem intensionada sem porte atlético não irá ajudar muito.
Grande disposição física e mental é requerida para realizar o trabalho, sendo o mental ainda mais exigente. O figurante deve ler o cão e perceber seu temperamento. Ele deve então discutir o que ele vê com o condutor e preparar um plano de treinamento para esse cão. Isso pode ser muito difícil de ser feito em alguns cães e muito estressante para um bom figurante, já que o mesmo estará fazendo o melhor para aprimorar seu cão.
Então agora temos a faca e o queijo: Começando a agitar seu cão. Assumindo que você tem acesso a um bom figurante, converse com ele sobre seu cão. Ouça o que ele tem a te dizer e responda honestamente sua perguntas a respeito de seu cão. Lembre-se de que o figurante deve ter uma boa visão sobre seu cão para saber como melhor trabalhar com ele. Você então deve prender seu cão a um poste com uma guia resistente de nylon ou couro de pelo menos 2 metros ou o condutor deve fazer o papel do poste. A coleira também deve ser resistente. O figurante deve então sair da linha de visão do cão (atrás de um biombo, muro, etc).
Nesse momento o figurante deve sair de seu esconderijo com um pano, tira de couro ou manga em uma das mãos e um bastão ou chicote na outra, encarando o cão enquanto faz uso de uma linguagem corporal suspeita, mas sem se mover. (pessoalmente eu gosto de ficar a uns 8 metros do cão, mas isso pode variar muito). A partir desse ponto o cão pode então dar sinais que o figurante deve ser capaz de perceber e interpretar de acordo. Um cão com bons nervos e pouca disconfiança irá geralmente apenas encarar de volta ou agir indiferentemente em relação ao figurante. Depois de perceber esse tipo de resposta vindo do cão, o figurante irá reagir andando vagarosamente em direção ao animal com o corpo ligeiramente inclinado para frente, talvez estalando o chicote ou batendo com o bastão contra sua própria perna, simulando uma ameaça ao cão. Ele deve continuar avançando vagarosamente até conseguir alguma reação do cão. Essa reação pode ser sutil (como orelhas em posição de atenção total, encarando intensamente) ou muito forte (como latir e rosnar). É trabalho do figurante reagir imediatamente à reação do
cão, correndo e se escondendo de forma que o cão sinta que ele conseguiu afugentar o sujeito. Estamos testando o drive de defesa do cão aqui. Quando o cão reage, o figurante deve rapidamente desviar o olhar e agitar efusivamente o pano ou tira de couro durante sua retirada de forma que isso ative o drive de caça do cão e libere o stress causado pelo drive de defesa inicialmente.
Ao contrário dos cães calmos, tipicamente orientados à caça, os cães mais arredios irão normalmente reagir ao figurante rapidamente após sua aparição. Ele pode imediatamente latir ou rosnar para o figurante pelo fato desses cães ativarem seu drive de defesa muito antes dos cães calmos. Assim que perceber essa forte resposta, o figurante deve imediatamente responder a esse drive de defesa criando uma situação de caça, visto que os cães mais arredios podem facilmente se sobrecarregar. Cães arredios devem ser trabalhados quase exclusivamente orientados a caça com o objetivo de deixá-los menos tensos e calmos ao morder o pano ou o braço. Deve-se tomar cuidado para não estressar demais os cães arredios e manter excitados os calmos de forma que deu drive para morder a manga seja melhorado. O ideal é desejar que seu cão responda ao drive de defesa com confiança e ainda assim se entusiasme muito com seu drive de caça. É de vital importância que no início o cão se sinta totalmente no controle do figurante, vencendo todas as vezes. Mais uma vez ressalto que uma vez demonstrado o menor sinal de defesa pelo cão deve-se fazer com que ele imediatamente sinta atração pela caça do figurante fazendo com que dessa forma você tenha o cão cada vez mais mais seguro e reagindo mais rápido à aproximação do figurante.
Agora que o figurante conseguiu uma reação de defesa do cão ele deve então saber o que deve vir a seguir. Deve-se aproximar do cão, mas não de uma forma direta ou ameaçadora. O figurante deve, ao invés disso, mover-se de um lado para o outro ao mesmo tempo em que agita um pano encurtando a distância entre o objeto-caça em sua mão e o cão. Enquanto se aproxima mais - até uns poucos metros do cão - ele deve agitar o objeto-caça cada vez mais próximo ao cão, dando ao mesmo a oportunidade de mordê-lo. Se o cão morder e agarrar o pano, o figurante deve então julgar os nervos do cão. Um cão arredio deve imeditamente
ganhar a caça, enquanto um cão mais calmo pode receber uma certa resistência em um cabo-de-guerra com o figurante antes que o mesmo libere a caça para ele no momento seguinte, melhorando seu drive de luta.
No treinamento de um cão novo, o figurante deve parar o trabalho após uma ou duas mordidas, parando o treinamento em seu clímax. Na última mordida o cão deve ganhar a caça e deve-se permitir que ele a carregue a seu bel-prazer. É muito importante não passar dos limites com cães novos. O cão deve sair da pista de treino cheio de empolgação e até com um gostinho de quero-mais. Ele deve desejar mais ao terminar, pois da próxima vez em que for trabalhar ele estará com seu drive alto e ao final irá desejar ainda mais e assim consecutivamente. Menos pode ser mais no trabalho de proteção.
Também creio que um cão  jovem não deve ser atingido pelo bastão durante muitas sessões. No entanto o bastão deve estar presente no treinamento e o figurante pode agitá-lo próximo ao cão de uma forma não ameaçadora de forma a aclimatar o cão a ele e ajudar a superar seu desejo natural de evitar ser atingido.
Se o seu cão não demonstrar pouco ou nenhum interesse pela caça e seu drive de defesa não puder ser estimulado pare o treinamento e deixe o cão de lado por um tempo. Não se deve forçar um cão a trabalhar antes que ele esteja maduro para isso.
Lembre-se de que a idade para começar com cada cão é diferente sendo todos indivíduos únicos que não atingirão a maturidade ao mesmo tempo. Alguns cães estão prontos para começar os treinos entre 10 e 12 meses de idade, enquanto outros não o estrão antes dos 15 ou 18 meses. Alguns podem até nunca estar preparados. Uma coisa que pode ser feita se o seu cão parece carecer de um bom drive é deixá-lo preso enquanto assiste a outro cão ser treinado. Isso costuma estimular o drive a vir à
tona. É importante que ele fique assistindo apenas por um breve período, apenas para trazer o drive mas sem estressar o cão.
Se seu cão está trabalhando bem e com bastante intensidade, então você pode trabalhar com ele de uma a três vezes por semana sem problemas. Mas se seu cão fica facilmente entediado ou perde o drive facilmente não treine com tanta frequência de forma que seu drive esteja melhor durante as sessões. Converse sobre isso com seu figurante. Ele deve saber orientá-lo de forma a dar esclarecer com que frequência seu cão deverá treinar.
Alguns cães de competição podem morder firme uma manga logo na primeira vez. Outros podem precisar de meses de treino com um pano antes de poder partir para o braço enquanto alguns nunca poderão avançar no treino. Como dito anteriormente, o condutor e o figurante devem trabalhar juntamente de forma a observar o cão e treiná-lo da melhor forma para melhor seu desempenho. A tempo, você pode até ter que esperar mais alguns meses para esperar seu cão amadurecer mais e criar seu drive.É importante gerar uma base sólida em cães novos e inexperientes. Atalhos e experiências ruins são difícies de corrigir  . Uma nota para manter em mente: 'Paciência é uma virtude' - E ela traz suas recompensas ...
 
trechos extraídos do site abaixo:
 
http://www.workingdogs.com/deleissegues_rott.htm

 
 
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